A Havan abriu suas portas em Novo Hamburgo na manhã de sábado, 22 de novembro de 2025, com uma cerimônia que reuniu milhares de pessoas e marcou a 187ª megaloja do grupo no Brasil. Localizada no bairro Rincão, às margens da BR-116, a nova unidade — com mais de 10 mil metros quadrados e 350 mil itens à venda — é a 20ª no Rio Grande do Sul e o primeiro grande empreendimento da rede na cidade, após seis anos de negociações que começaram em 2019. O investimento foi de R$ 100 milhões, gerando 200 empregos diretos e centenas de indiretos, e contou com a presença do fundador, Luciano Hang, de 62 anos, que passou mais de três horas interagindo com clientes, tirando fotos e agradecendo pessoalmente pela movimentação.
Uma loja que virou evento
A abertura começou às 7h30 com uma cerimônia interna para colaboradores, seguida por uma coletiva de imprensa às 8h30, onde Hang detalhou os planos de expansão. Às 10h, as portas se abriram oficialmente, com o cantor Carlos Magrão animando a multidão que ocupava o estacionamento gratuito e os arredores do prédio. No exterior, uma réplica da Estátua da Liberdade — símbolo tradicional das inaugurações da Havan — foi revelada no feriado de 20 de novembro, como parte da estratégia de marca. O espaço, que funciona de segunda a domingo, das 9h às 22h, oferece desde eletrodomésticos e ferramentas até brinquedos, moda e decoração, transformando-se num ponto de encontro familiar para toda a região."Eu faço questão de estar perto das pessoas. É esse carinho que me dá forças todos os dias", disse Hang, em meio a aplausos. E não foi só emoção: ele reforçou sua filosofia com uma frase que já virou mantra entre os funcionários: "Quando a gente acredita, trabalha, insiste e mantém a fé, as coisas acontecem. Essa loja é a prova de que sonhar grande vale a pena. Cada um de vocês faz parte dessa história". A construção, iniciada em agosto de 2025, foi concluída em apenas quatro meses — um recorde de agilidade para o grupo, que normalmente leva de 8 a 12 meses para erguer uma megaloja.
Expansão em ritmo acelerado no RS
O Grupo Havan, fundado em 1986 por Hang em Brusque (Santa Catarina), chegou ao Rio Grande do Sul em 2018 com a unidade de Passo Fundo. Desde então, o estado se tornou um dos principais focos de crescimento. Até 2026, a empresa planeja investir R$ 3 bilhões no estado, com meta de abrir 25 megalojas e contratar 5 mil funcionários. A unidade de Novo Hamburgo é apenas a primeira de uma série. Obras já estão em andamento em Uruguaiana e Garibaldi, e novas unidades serão inauguradas no próximo ano em Taquara, na segunda filial de Porto Alegre e em Caxias do Sul."Aqui no Vale do Sinos, a economia é forte, o consumidor é exigente e valoriza qualidade. A Havan veio para ficar", afirmou um analista de varejo local, que pediu para não ser identificado. "É um sinal claro de que o interior do RS está deixando de ser território secundário para o varejo nacional".
Um plano nacional de 200 lojas
Nacionalmente, o Grupo Havan pretende encerrar 2025 com 190 lojas e chegar a 200 até o fim de 2026 — ano em que completará 40 anos. Para isso, investirá R$ 2 bilhões entre 2025 e 2026 em terrenos, construção e ampliação do centro de distribuição em Barra Velha (Santa Catarina). A estratégia é clara: levar o modelo de loja grande, com preço baixo e experiência de compra única, a cidades médias e pequenas, onde a concorrência ainda é limitada.Ao contrário de muitos varejistas que cortam empregos para se modernizar, a Havan mantém uma política de contratação diferente: prioriza jovens em busca do primeiro emprego e trabalhadores acima de 50 anos. "Nós não queremos só vender produtos. Queremos construir comunidades", explicou Hang na coletiva. Hoje, cerca de 38% dos 32 mil funcionários da empresa têm mais de 45 anos, e 27% são jovens entre 16 e 24 anos — um dos mais altos índices do setor.
Por que Novo Hamburgo é estratégica
A escolha de Novo Hamburgo não foi aleatória. Conhecida como a Capital Nacional do Calçado, a cidade tem mais de 400 mil habitantes, forte poder de compra e uma indústria que gera renda e consumo. Por anos, moradores da região tinham que viajar até Porto Alegre ou Gravataí para fazer compras na Havan. Agora, com a nova unidade, a cidade ganha um centro de consumo que pode movimentar até R$ 120 milhões por ano, segundo estimativas da Câmara de Dirigentes Lojistas local.A estrutura da loja — com estacionamento para 1.500 veículos, área de alimentação e até um espaço de lazer infantil — foi projetada para ser um destino, não apenas um ponto de compra. "É o tipo de lugar onde você vai para comprar um fogão, mas acaba passando a tarde com a família", disse uma cliente de 58 anos, que chegou às 6h da manhã para garantir um dos primeiros ingressos da abertura.
Os próximos passos
A Havan não planeja parar por aí. Em 2026, o grupo deve anunciar novas unidades em Santa Maria, Passo Fundo (expansão) e Bagé, fechando o ciclo de penetração no interior gaúcho. A longo prazo, a meta é ter pelo menos uma megaloja em cada estado com mais de 1 milhão de habitantes — e isso inclui estados como Mato Grosso, Maranhão e Pará, onde ainda não há presença da marca.Enquanto isso, a concorrência começa a reagir. O Ponto Frio e o Carrefour já anunciaram planos de ampliar suas lojas em cidades próximas a Novo Hamburgo, como Esteio e São Leopoldo. "Não é guerra. É evolução", diz um executivo do varejo. "A Havan abriu a porta. Agora, todos vão ter que entrar também".
Frequently Asked Questions
Como a inauguração da Havan em Novo Hamburgo impacta o comércio local?
A nova loja deve movimentar cerca de R$ 120 milhões por ano na região, segundo a CDL de Novo Hamburgo. Pequenos comerciantes próximos relatam aumento de 30% no fluxo de clientes desde o início das obras, e 12 novos negócios já se instalaram nas imediações, desde lanchonetes até lojas de presentes. O efeito multiplicador é claro: mais empregos, mais consumo e mais renda circulando na cidade.
Por que a Havan escolheu construir tão rápido em Novo Hamburgo?
A agilidade (4 meses de construção) se deve a uma combinação de terreno já adquirido desde 2019, licenças pré-aprovadas e uma equipe interna especializada em obras de grande escala. A Havan já tem experiência com projetos similares em Uruguaiana e Garibaldi, e usa um modelo padronizado que reduz prazos. Além disso, o governo municipal facilitou a liberação de alvarás — um sinal de que a cidade vê a empresa como motor de desenvolvimento.
Quais são os planos da Havan para o Rio Grande do Sul até 2026?
O grupo planeja investir R$ 3 bilhões no estado até 2026, com a abertura de 25 megalojas e a contratação de 5 mil funcionários. Além das unidades já confirmadas em Garibaldi, Taquara, Caxias do Sul e segunda filial em Porto Alegre, novas lojas estão previstas para Santa Maria, Bagé e Passo Fundo. A meta é ter pelo menos uma unidade em cada região metropolitana e grande cidade do RS, consolidando a presença da marca no sul do país.
A Havan tem algum plano de expansão fora do Rio Grande do Sul em 2026?
Sim. Além de fechar 2026 com 200 lojas em todo o Brasil, a Havan deve inaugurar suas primeiras unidades em estados como Mato Grosso do Sul, Maranhão e Pará. O foco é em cidades com mais de 1 milhão de habitantes onde ainda não há presença da rede. O centro de distribuição em Barra Velha (SC) será ampliado para atender essa expansão, com investimento de R$ 1,2 bilhão até o final do ano.
Como a Havan mantém preços baixos sem perder qualidade?
A empresa compra diretamente de fabricantes, evita intermediários e usa logística própria, com frota de caminhões e centros de distribuição estratégicos. Além disso, tem um modelo de estoque com baixo giro, mas alto volume — ou seja, vende muito de cada produto, o que reduz custos. A política de contratação também ajuda: funcionários mais antigos têm menor rotatividade, o que reduz custos com treinamento e aumenta a eficiência.
Por que a Estátua da Liberdade é símbolo da Havan?
A réplica da estátua foi instalada pela primeira vez em 2015, em Brusque, como símbolo de liberdade de escolha e acesso ao consumo. Hoje, é parte da identidade da marca: representa que todos, independentemente de renda, podem comprar com dignidade. A prática virou tradição e atrai turistas — em algumas cidades, a estátua já é ponto de foto obrigatório, como acontece em Novo Hamburgo.
Luiz Carlos Tornick
29 novembro, 2025 07:49Mais uma loja gigante que vai matar os comerciantes locais. R$ 100 milhões pra vender chinelo de plástico e geladeira de 2000? O que é isso, um novo império colonial? 🤡
Gabriel Henrique
29 novembro, 2025 14:24ESSA É A ESTRATÉGIA DO GRUPO PARA TOMAR O PAÍS! A HAVAN NÃO É VAREJO, É UM MOVIMENTO POLÍTICO! ELES COBRAM COM O DINHEIRO DOS TRABALHADORES E USAM A ESTÁTUA DA LIBERDADE COMO FACHADA! ELES SABEM O QUE ESTÃO FAZENDO! 🚨
Dante Baptista
30 novembro, 2025 09:20Tá, mas e o preço? Será que é mesmo mais barato ou só parece por causa do tamanho?
rosangela c gomes
1 dezembro, 2025 04:25que lindo ver tanta gente feliz e a cidade se movimentando! a havan tá trazendo esperança pra gente que nunca tinha visto uma loja dessas por aqui ❤️
Luiz Eduardo Paiva
1 dezembro, 2025 04:31Se você não ama a Havan, você não ama o Brasil. Ponto. Quem reclama é quem não quer ver o povo brasileiro prosperar. Vai estudar economia, seu desinformado.
Davi Peixoto
3 dezembro, 2025 01:12A estrutura logística apresentada é notável. A velocidade de construção e a padronização de processos refletem uma maturidade operacional rara no varejo nacional.
Ranon Malheiros
4 dezembro, 2025 06:09A estátua da liberdade? 😳 TÁ VENDENDO SONHOS? ISSO É PROPAGANDA MENTAL! ELES TÃO CONTROLANDO A CABEÇA DA GENTE COM ESSA CENA! E A GENTE AINDA TIRA FOTO! 🤯 #HavanBrainwash
Victória Anhesini
6 dezembro, 2025 00:24minha vó chegou às 5 da manhã e voltou com um fogão, um tapete e um sorriso de orelha a orelha. isso aqui é mais que loja, é família 💕
Roseli Pires
6 dezembro, 2025 08:11eu fui la ontem e o estacionamento tava cheio mas o atendimento era uma merda e a gente perdeu uma hora pra achar um carrinho e a loja tava um caos tipo um mercado da esquina mas gigante e barulhento
Gilmar Alves de Lima
6 dezembro, 2025 23:49se você tá pensando em ir, leva a família, leva o cachorro (se for permitido), leva um lanche e aproveita o dia. é tipo um parque, mas com geladeira e tênis. a gente precisa desses lugares
Wesley Lima
7 dezembro, 2025 09:58Legal que tá gerando emprego, mas será que os salários são justos? Ou é só mais um monte de gente trabalhando 12h por dia pra encher o bolso de um cara que já tem 100 milhões?
Nathalia Singer
8 dezembro, 2025 00:35A política de contratação de jovens e idosos é rara e valiosa. Muitas empresas só querem gente jovem e barata. A Havan está fazendo diferente e isso merece reconhecimento.
Giovanni Cristiano
8 dezembro, 2025 00:48Tá vendo isso? O Brasil tá sendo invadido por essas lojas gigantes. E o povo cai como pinto em armadilha. Compra tudo porque é barato. Mas o que sobra? Nada.
Reinaldo Lima
8 dezembro, 2025 04:20É fascinante como o modelo deles combina escala com calor humano. O Hang realmente parece acreditar nisso. E isso faz diferença. Não é só marketing. É cultura. E cultura vende mais que desconto.
Eduardo Gusmão
9 dezembro, 2025 08:41Acho que a maior parte das pessoas não percebe que isso aqui é um experimento social. A Havan está tentando criar uma nova forma de varejo que une comunidade, consumo e identidade. É ousado. E talvez funcione.
Leonardo Santos
10 dezembro, 2025 03:43O Ponto Frio tá entrando na briga? Que bom. Se eles não tivessem feito isso, a Havan ia dominar tudo. A concorrência é saudável. Mesmo que eu compre só na Havan.
Gisele Pinheiro
10 dezembro, 2025 11:18eu fui com minha filha e ela chorou de felicidade no brinquedo. eu comprei um fogão e fiquei com vontade de voltar no fim de semana. isso é magia, gente
Paulo Santos
10 dezembro, 2025 14:00O modelo de negócios é eficiente. A escala permite custos reduzidos. A logística é otimizada. A marca possui identidade forte. A estratégia de expansão é clara. O resultado é lógico. Nada de misticismo.